Foto: Reprodução/Instagram
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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, e o presidente da Argentina, Javier Milei, estão trabalhando em conjunto para a criação de um bloco regional composto por governos latino-americanos alinhados à direita e ao liberalismo econômico. A proposta, ainda sem nome oficial, terá como bandeira a defesa das chamadas “ideias da liberdade” e o combate ao comunismo, ao socialismo e às pautas associadas ao movimento woke.

Segundo Milei, a articulação já reúne representantes de dez países, embora os nomes dos integrantes não tenham sido divulgados formalmente. O líder argentino tem mencionado como aliados regionais lideranças como José Antonio Kast, no Chile, Daniel Noboa, no Equador, Nayib Bukele, de El Salvador, e Nasry Asfura, recém-eleito em Honduras. Em fala recente à CNN Brasil, externou o alinhamento próximo com o presidente Santiago Peña, que tem promovido reformas estruturais no Paraguai com centralidade em abertura econômica e estabilidade fiscal.

“Parece que a região acordou do pesadelo do socialismo do século 21. As pessoas estão descobrindo que efetivamente é uma farsa”, afirmou Milei ao comentar o avanço de governos de direita e centro-direita na América Latina.

De acordo com o presidente argentino, o grupo já atua de forma coordenada, ainda que sem uma estrutura institucional formal. A proposta não se limita à cooperação eleitoral, mas abrange debates sobre política econômica, reformas regulatórias e alinhamento internacional, especialmente diante do que os países consideram interferência excessiva do Estado e degradação dos valores democráticos liberais.

O bloco nasce em resposta ao ciclo anterior de governos de esquerda na região e vai, de acordo com Peña e Milei, projetar uma alternativa comum no eixo continental, para abrir agendas direcionadas ao livre mercado, combate à criminalidade e defesa da soberania nacional. Segundo Milei, a iniciativa está em fase de composição de princípios compartilhados e deve ganhar novos integrantes à medida que outros países se afastarem de modelos baseados em intervenção estatal.