Foto: ABr
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, arquivou três pedidos de impedimento apresentados contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

Os requerimentos foram protocolados pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC).

As representações mencionavam possível conflito de interesse após Toffoli ter viajado ao Peru ao lado do advogado Augusto de Arruda Botelho, defensor de Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master e investigado no caso. Segundo os parlamentares, a proximidade entre o magistrado e membros da defesa colocaria em risco a imparcialidade do julgamento.

Em decisão assinada no dia 15 de janeiro, Gonet alegou que os fatos apontados já estão sob análise do próprio Supremo Tribunal Federal, com participação ativa da Procuradoria-Geral da República. “O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria Geral da República”, justificou o procurador-geral.

Por esse motivo, Gonet entendeu que não há necessidade de instaurar novas representações sobre os mesmos fatos. Um quarto pedido, no entanto, que trata da suspeição do ministro, segue em análise pela PGR.

Além das representações formais, parlamentares da oposição ao governo Lula também apostam na via do impeachment. No dia 14 de janeiro, os senadores Magno Malta (PL-ES), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE) apresentaram pedido para abertura do processo no Senado Federal. A justificativa inclui supostas relações extraprocessuais e vínculos indiretos entre Toffoli e pessoas envolvidas nas investigações, inclusive familiares.