Foto: Conexão Política
Foto: Conexão Política

Pior taxa em 10 anos. Os empresários e as indústrias brasileiras estão deixando o Brasil e migrando para o Paraguai. Em paralelo, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu para 48,5 pontos em janeiro deste ano, registrando o pior resultado para o mês em dez anos, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (21) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador avançou apenas 0,5 ponto em relação a dezembro, mas permaneceu abaixo da linha dos 50 pontos, o que caracteriza falta de confiança no setor produtivo.

De acordo com a CNI, a última vez em que a confiança esteve em patamar tão baixo para um mês de janeiro foi em 2016, durante o período de recessão econômica, quando o índice marcou 36,6 pontos. A pesquisa ouviu 1.058 empresas entre os dias 5 e 9 de janeiro, abrangendo 426 pequenas, 383 médias e 249 grandes indústrias em todas as regiões do país.

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, atribui o desempenho negativo à política monetária restritiva. “A confiança do empresário vem baixa desde o início do ano passado, respondendo à elevação da taxa Selic, que aconteceu a partir do fim de 2024”, afirmou. Ele acrescentou que “à medida que a taxa de juros aumentou e os efeitos foram mais sentidos na atividade econômica, a falta de confiança se consolidou”.

A taxa básica de juros permanece em 15% ao ano, nível considerado elevado por entidades empresariais e industriais. O cenário é apontado como um dos principais fatores de desestímulo à produção e ao investimento privado.

Se você é empresário e está pronto para expandir seus negócios no Paraguai, siga a @imigraparaguai, clique no link da bio e preencha um formulário. A Imigra Paraguai, que é parceira oficial do Conexão Política, te dará suporte completo no processo de documentos, abertura, instalação e estruturação da sua empresa no país.

Ao mesmo tempo, cresce o movimento de empresas brasileiras que buscam expandir ou transferir operações para países vizinhos, como o Paraguai, que oferece ambiente fiscal mais atrativo e maior previsibilidade regulatória. Na avaliação da CNI, as condições atuais também continuam sendo percebidas de forma negativa.