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“Vamos criar dificuldades para aqueles que não querem se vacinar”, diz prefeito do Rio

Novas determinações valerão a partir de setembro e foram publicadas hoje no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro.

Erbs Jr | Flickr

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), defendeu nesta sexta-feira (27) a exigência de certificado de vacinação contra covid-19 para que cidadãos tenham acesso a locais de lazer, receber recursos do Cartão Família Carioca e realizar cirurgias eletivas.

A determinação valerá a partir de setembro e foi publicada hoje no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro. Ao apresentar o boletim epidemiológico da cidade, Paes argumentou que as medidas protegem os vacinados e estimulam a vacinação ao criar dificuldades para quem não quer se vacinar.

“Não deixem de se vacinar. Nós vamos criar dificuldades para aqueles que não querem se vacinar, desde o acesso a programas de transferência de renda, passando por cuidados a sua saúde, passando por ter alternativas e oportunidades de lazer e, em alguns casos, até de trabalhar. É muito importante que as pessoas se vacinem”, disparou o prefeito, acrescentando que a exigência faz parte da preparação para a liberação das atividades na cidade.

A administração municipal publicou decretos que tornam obrigatória, a partir de 1° de setembro, a apresentação do comprovante de vacinação para acessar diversos espaços, como academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento, clubes, estádios, vilas olímpicas, cinemas, teatros, circos, salas de concerto, pistas de patinação, pontos turísticos e feiras comerciais.

A prefeitura também passará a exigir o comprovante de vacinação para a inclusão e manutenção de pessoas no programa de transferência de renda Cartão Família Carioca. Além disso, a exigência do certificado será feita para quem quiser realizar cirurgias eletivas nos serviços públicos e privados de saúde e nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) no município.

A comprovação da vacinação poderá ser feita tanto com o aplicativo ConecteSUS quanto com o próprio cartão de vacinação físico, e deverá mostrar que a pessoa tomou todas as doses já disponíveis para sua faixa etária.

“Obviamente, o nosso objetivo é proteger as pessoas que acreditam na ciência, se vacinaram e frequentam os ambientes”, disse Paes, que acrescentou: “E, obviamente, também fazer com que as pessoas se vacinem”.

‘DITADURA SANITÁRIA’

A proposta de ‘passaporte sanitário’ não é uma exclusividade do Brasil, pelo contrário, diversas localidades em todo o planeta estão estudando implementar a medida, que muitos classificam como “ditadura sanitária”.

O Conexão Política tem noticiado os protestos que ocorrem na França. Por lá, centenas de milhares de cidadãos estão indo às ruas há várias semanas para protestar contra as ações do governo de Emmanuel Macron, que impôs a obrigatoriedade do passaporte de vacinação no país.

Para entrar em bares e restaurantes, viajar, visitar familiares ou acompanhar alguém ao hospital será preciso apresentar uma prova de imunização completa, teste negativo recente ou certificado de recuperação da doença.

A regra está em vigor desde o final de julho para adentrar em museus, cinemas e teatros. Na semana passada, o certificado também passou a ser necessário para ir ao shopping, no caso de estabelecimentos com mais de 20 mil metros quadrados em regiões onde a taxa de incidência da peste chinesa é de mais de 200 casos a cada 100 mil habitantes.

Comentários

FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

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