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Saúde

Cidade paulista suspende vacinação infantil após parada cardíaca em criança

Governo Doria acha precipitado associar o caso à substância contra covid-19.

Piron Guillaume | Unsplash

A prefeitura municipal de Lençóis Paulista (SP) divulgou uma nota oficial no início da noite desta quarta-feira (19) informando que suspendeu por sete dias a vacinação infantil em razão de uma criança de dez anos ter sofrido uma parada cardíaca 12 horas após ser vacinada contra a covid-19.

De acordo com a família, a criança está estável e consciente. Pelo que se sabe, a prefeitura não teve acesso ao prontuário médico da criança, que foi atendida na rede privada. A Secretaria de Saúde estadual, no entanto, afirmou que é precipitado e irresponsável afirmar que o caso ocorrido está associação à vacinação.

“O Comitê [de combate à covid-19 do município] deixa claro que não existe dúvida sobre a importância da vacinação infantil, mas diante do ocorrido será dado esse prazo para o acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças lençoenses vacinadas até o momento”, diz a nota do Executivo municipal.

“Além disso, esse prazo é necessário para aprofundamento sobre o caso de forma específica e envio de relatórios aos órgãos de controle federais e estaduais”, acrescenta o texto.

Segundo a prefeitura, na noite desta última terça-feira (17), aproximadamente 12 horas após ser vacinada com o imunizante da Pfizer, a criança de dez anos apresentou alterações nos batimentos cardíacos e desmaiou, conforme relato feito pelo pai.

Ela foi levada à rede de saúde particular para atendimento profissional, onde foi reanimada. Após ser estabilizada, foi transferida para o Hospital da Unimed, em Botucatu (SP), onde permanece sob observação.

A administração municipal de Lençóis Paulista informou ainda que pais ou responsáveis que desejam vacinar seus filhos antes da retomada da imunização devem ligar na Central Saúde do município para realizar agendamento. A vacinação em adultos continua normalmente.

Governo Doria

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde declarou que é precipitado e irresponsável afirmar que o caso ocorrido tem associação com a vacinação. A pasta destacou que todas as substâncias aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são seguras e eficazes e são responsáveis diretamente na redução de mortes, casos graves e internações por covid-19.

De acordo com a secretaria, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) está acompanhando e analisará o caso de Lençóis Paulista. O CVE informou que todos os casos de eventos adversos são analisados por uma comissão de especialistas antes de qualquer confirmação.

“É, portanto, precipitado e irresponsável afirmar que o caso do município está associado à vacinação. Na maioria das vezes, os casos de eventos adversos pós-vacinação são coincidentes, sem qualquer relação causal com o imunizante”, diz o comunicado.

Farmacêutica

Em nota oficial, a Pfizer garantiu que o relato de potencial evento adverso foi submetido à área de farmacovigilância, conforme estabelece o processo global da empresa.

Ainda de acordo com a farmacêutica, “não há alertas de segurança graves relacionados ao imunizante” e a “companhia realiza habitualmente o acompanhamento de relatos de potenciais eventos adversos de seus produtos, mantendo sempre informadas as autoridades sanitárias brasileiras, de acordo com a regulamentação vigente”.

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FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

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