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ANÁLISE | Em disputa acirrada, Fortaleza é mais uma capital que pode sair das mãos da esquerda


O Conexão Política vem registrando a forte disputa eleitoral no cenário municipal deste ano.

A esquerda, que por décadas dominou muitos estados, capitais e cidades gerais, se vê cada vez mais acuada e sem representantes que consolidem a agenda progressista no país.

A ‘guinada’ contra os tradicionais partidos da esquerda começou com força nas eleições de 2016.

Não há como falar nessa mudança sem citar o cenário da capital do Rio de Janeiro em 2016, que elegeu Marcelo Crivella.

Com uma ampla vantagem sobre Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Crivella cravou 59,36% e saiu vitorioso no segundo turno.

O resultado faz parte da onda conservadora que começa a crescer no Brasil, incluindo o Rio de Janeiro. Neste cenário, em específico, a expressiva vitória de Marcelo Crivella, foi impulsionada pelo eleitorado evangélico, que representa um terço dos quase 4,9 milhões de votantes da capital fluminense.

Além disso, os fortes escândalos de corrupção contra figuras da esquerda brasileira enfraqueceram mais e mais o palanque progressista.

Não só isso, a população passou a ter uma maior consciência do que realmente prega o progressismo. Dessa forma, os pilares do conservadorismo foram ganhando forma, voz e figuras eleitas.

O efeito pode se repetir em Fortaleza

A influência da família Ferreira Gomes no estado do Ceará pode estar com os dias contados.

O cenário das eleições municipais deste ano aponta para uma mudança significativa na capital Fortaleza.

Ciro e Cid, que por muitos anos conseguiram emplacar vários nomes aliados na capital cearense, agora parecem ter diminuído a força.

De acordo com um levantamento do Datafolha, divulgado na última quarta-feira (28), o candidato do PDT tem 22% das intenções de voto, representando um empate técnico com e Luizianne Lins (PT), que aparece com 19%.

A surpresa no cenário é o nome do Capitão Wagner. Apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, o candidato do PROS lidera com 31%.

Se os rumos eleitorais continuarem navegando nesse sentido, a vitória de Wagner representará uma verdadeira derrota da esquerda em Fortaleza. Consequentemente, o mesmo deverá se repetir no páreo de 2022.

Comentários

FALE COMIGO: raul@conexaopolitica.com.br — diretor de redação do Conexão Política e natural de Recife (PE).

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