Siga-nos nas redes sociais

Digite o que você procura:

Coluna

Estamos, nós, próximos de 1984?

Imagem: Rebecca Hendin

Muitas pessoas têm sido alvos de bloqueios e redução de alcance em suas redes sociais, todas elas de posicionamentos políticos semelhantes, trazendo-nos alguns questionamentos: Estamos, nós, próximos de 1984? Está se instaurando uma espécie de Ministério da Verdade? Quem será o Grande Irmão nessa história?

Todos esses questionamentos são claras alusões ao livro 1984, de George Orwell. A obra, publicada no ano de 1949, nos mostra um mundo distópico que se passa no ano de 1984, onde o personagem principal, Winston Smith, trabalha no Ministério da Verdade. Do que esse suposto ministério se trata? O Ministério da Verdade é um órgão do governo que simplesmente reescreve a história sempre que o Grande Irmão (que representa a figura de um ditador totalitário) quiser estabelecer uma versão diferente dos fatos, podendo se auto promover, apagando registros e notícias do passado com a desculpa de que não condizem com a realidade. Lembra algo?

Pois bem, o assunto que mais tem repercutido na internet nos últimos meses tem sido as famosas fake news, que são, por definição, notícias falsas criadas para construir ou destruir reputações, enganando pessoas e até modificando a realidade. É fato que as fake news existem, não é isso que está em discussão aqui. A discussão é sobre quem define o que é fake e o que é fato, o que pode se tornar um problema ainda maior.

Recentemente, têm crescido na internet as agências de fact-checking, que são agências responsáveis por checar notícias e até mesmo falas de pessoas que podem influenciar o debate ideológico – qualquer semelhança com o Ministério da Verdade da sociedade descrita por Orwell é mera coincidência (ou não). Com o crescimento dessas agências, tem surgido um questionamento repetido com frequência entre os internautas: Quem checa os checadores?.

As agências de fact-checking se revelaram, aos poucos, ideologicamente enviesadas. E, apesar de perderem a confiança do público a quem deveriam servir, continuaram atuando nas redes sociais, sendo até mesmo financiadas pelas mesmas.

“O Grande Irmão está de olho em você!”. Esta é uma das frases mais repetidas na obra de George Orwell, com a frase escrita em paredes da cidade, letreiros, pôsteres, o Grande Irmão estava sempre de olho dedicando sua atenção à toda a população, nada muito diferente do que se tem visto nas redes sociais nos últimos tempos.

É fato que a liberdade de expressão está em risco; a narrativa das fake news tem se tornado uma desculpa para calar opiniões por um viés ideológico, e há pessoas comemorando isto – ironicamente são os mesmos que estão sempre criticando a censura realizada durante o período militar no Brasil.

A verdade sempre prevalecerá! Não há a necessidade de haver uma checagem realizada à força por pessoas supostamente superiores. O que queremos é liberdade e distância de um Leviatã que pode se levantar a qualquer momento, ameaçando a liberdade de todos. Hoje a censura pode estar do seu lado, mas amanhã poderá estar contra você.

Comentários

Jornal digital comprometido com a cobertura e a análise das principais pautas sobre política nacional e internacional | FALE CONOSCO: contato@conexaopolitica.com.br

Política

Leo Dias diz ter tido acesso a trecho de contrato publicado por produtora de conteúdo.

Política

Com mais de 20 mil seguidores, jovem vai na contramão de outros estudantes da Federal.

Mundo

Regime comunista diz que games devem promover “valores corretos” a serviço do PCC.

Entrevista

Grupo formado no interior de SC visa denunciar violações do Estado à liberdade de culto no país.