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Congresso

Mãe de Paulo Gustavo recusa ida à CPI: “Só se eu fosse louca”

Déa Lúcia criticou o uso do nome do filho para narrativas políticas.

TV Globo | Reprodução

Déa Lúcia, de 74 anos, mãe do ator Paulo Gustavo, falecido em maio após complicações da Covid-19, fez críticas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia.

Segundo ela, usam o nome do filho para “fazer política”. Déa também se recusou a participar do encerramento dos trabalhos do colegiado. As falas foram proferidas em entrevista ao jornal O Globo.

“Não vou participar de jeito nenhum. Essa CPI virou uma CPI política, comandada por Renan Calheiros e Omar Aziz. Você acha que é séria e que vai dar em alguma coisa? Já estão em ano eleitoral. Não vou me prestar a isso. Vou fazer meus discursos no momento certo, nas minhas redes, e como fiz no Criança Esperança e no programa da Ana Maria [Braga], mas me meter com política eu não vou”, declarou.

Na sexta-feira (8), o relator da investigação, senador Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou o cancelamento do evento de homenagem a vítimas da doença, para o qual a mãe de Paulo Gustavo havia sido convidada.

Na imagem, Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros (1978-2021), ator que ganhou enorme reconhecimento com sua personagem Dona Hermínia, protagonista dos três filmes da série Minha Mãe é Uma Peça | Imagem: Reprodução

Ainda na entrevista, ao comentar sobre a recusa à cerimônia, ela afirmou que o ato não seria aprovado pelo filho se ele estivesse em vida. Déa Lúcia também direcionou críticas a Calheiros.

“Já tivemos mil coisas para fazer o impeachment desse cara [Jair Bolsonaro]. O Centrão tem coragem? Vou me meter nesse ninho de gato? Nunca me meti, não vou me meter agora. Vou me meter no momento certo, de acordo com o candidato que tiver. Se surgir uma terceira via. Me parece que está pintando, mas não tem nada confirmado”, observou.

“Se aparecer [um candidato], vou para as redes sociais. Mas bater palma para Renan Calheiros? Só se eu fosse muito louca. Só se fosse para o Paulo Gustavo ressuscitar e dizer: ‘Mãe, vou dar na sua cara'”, acrescentou.

Déa também revelou que foi convidada para ser candidata ao Senado Federal, mas não disse por qual partido. Ela afirmou não estar interessada na carreira política e revelou descrença com os resultados da CPI.

“Como usam o nome dele [Paulo Gustavo]. É impressionante. Se precisarem de mim para uma campanha séria, para crianças e para idosos, eu vou. Pode me telefonar. Para política, não. Achei que seria uma CPI séria, mas não foi. Não vai dar em nada, vai acabar em pizza”, finalizou.

Comentários

FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

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