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Em meio a acusações de assédio, presidente da Caixa deve deixar o cargo

Equipe econômica já estuda nomes de possíveis substitutos para Pedro Guimarães.

Alan Santos | PR

Assessores do Palácio do Planalto disseram ao Conexão Política nesta quarta-feira (29) que a saída de Pedro Guimarães da presidência da Caixa Econômica Federal (CEF) se tornou ‘irreversível’ em meio a denúncias de assédio sexual envolvendo o executivo.

O banco cancelou a coletiva de imprensa que aconteceria nesta manhã sobre o Ano Safra 2022/2023, o evento deve ser restrito a funcionários da instituição. Como Guimarães é integrante do conselho, sua saída deve ser referendada via colegiado ou por renúncia.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de pelo menos três reuniões na noite da última terça-feira (28) para decidir o futuro do presidente da Caixa, que está no posto desde janeiro de 2019.

Apesar da situação, integrantes da campanha à reeleição não acreditam que a suspeita possa afetar o projeto eleitoral de outubro, mas é consenso que uma atitude precisa ser tomada, sobretudo porque o chefe do Executivo enfrenta dificuldades entre o sexo feminino, conforme as mais recentes pesquisas eleitorais.

Assim, a tendência é de que o próprio Guimarães peça para sair do cargo até que os fatos sejam apurados e esclarecidos. Bolsonaro, inclusive, já pediu à equipe econômica para buscar nomes de eventuais substitutos.

Reveladas pelo site Metrópoles, as acusações dizem respeito a pelo menos cinco funcionárias da Caixa em Brasília (DF) que dizem terem sido vítimas de assédio sexual. Em um dos relatos, uma delas afirma que uma pessoa ligada ao chefe do banco perguntou o que fariam “se o presidente” quisesse “transar com você?”.

Há ainda acusações de palavras de baixo calão e de cunho sexual dirigidas a mulheres e apalpadas durante as reuniões do conselho-executivo, além de “convites” para “visitas” em quartos de hotéis durante as viagens oficiais.

Com isso, uma investigação foi aberta na Procuradoria da República no Distrito Federal, do Ministério Público Federal (MPF), e o caso tramita sob sigilo. O procedimento está em fase de oitiva de testemunhas e de potenciais vítimas.

Procurado por meio da assessoria de imprensa do banco, Guimarães ainda não se manifestou sobre o assunto. Em nota oficial, a Caixa informou que “não tem conhecimento das denúncias apresentadas” pelo portal.

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FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

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