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Exército renova tropa de militares na fronteira com Venezuela e parentes se despedem

Durante quase 6 meses, cerca de 500 homens e mulheres cumprirão missão na Operação Acolhida.

Comando Militar do Oeste | Flickr

A manhã desta sexta-feira (1º) foi de grande emoção em Campo Grande (MS) durante a formatura de despedida dos militares do Comando Militar do Oeste (CMO) que viajarão para a região Norte do país a fim de participar da Operação Acolhida.

Cerca de 148 homens e mulheres se despediram de seus familiares para integrar o 14º contingente da missão, que tem como principal objetivo recepcionar os refugiados venezuelanos que fogem do regime ditatorial de Nicolás Maduro e vêm ao território brasileiro.

No evento, o general Anisio David de Oliveira Júnior, comandante do CMO, reconheceu que a partida deixará saudade para os familiares, mas lembrou que todos devem se orgulhar pelo fato de eles terem sido designados para esse importante ofício.

Foto aérea feita durante a formatura de despedida dos militares que irão à fronteira com a Venezuela | Imagem: CMO (Divulgação)

“Estaremos trabalhando com diversas nacionalidades e passaremos uma mensagem de que o povo brasileiro é capaz de recepcionar muito bem os seus amigos venezuelanos”, declarou o general.

Ao todo, o 14º contingente da Operação Acolhida será formado por 501 militares do CMO e do Comando Militar do Sudeste (CMSE). Durante pouco mais de 5 meses, eles executarão ordenamento da fronteira, acolhimento, interiorização, segurança dos acampamentos, inteligência, logística e comunicação, em bases localizadas em Boa Vista (RR), Pacaraima (RR) e Manaus (AM).

Em clima de emoção, o que se via na capital sul-mato-grossense era uma mistura de orgulho com saudade antecipada. Apesar de o coração estar ‘apertado’, os familiares reconheceram a importância da viagem.

“É claro que toda a família sentirá saudade, e essa experiência mexerá conosco, mas sei o quanto a missão é importante e tenho certeza que o meu irmão é a melhor pessoa que conheço para estar neste desafio”, afirmou Gladis Rocha, irmã do 1º sargento Zaqueu Rocha, que foi designado para estar na principal região de fronteira, em Pacaraima (RR).

O 1º sargento Zaqueu Rocha e demais militares despedem-se das famílias na sede do CMO em Campo Grande | Imagem: Sunamita Souza

Operação Acolhida

Com a ascensão do modelo socialista na Venezuela e a crise econômica generalizada, o Brasil teve que pensar em uma estratégia para responder ao grande fluxo migratório de pessoas que fugiam de lá. Foi quando surgiu a Operação Acolhida, em 2018.

A força-tarefa desenvolveu um sistema para receber, orientar, acolher e interiorizar esses venezuelanos. O governo federal flexibilizou regras para autorizar rapidamente os pedidos de residência e refúgio.

Com isso, foi montado um plano para interiorizar esses refugiados a fim de aliviar as cidades que são a primeira parada desses imigrantes. Muitos aguardam a oportunidade de reencontrar a família ou amigos que vieram antes.

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, durante visita às instalações da Operação Acolhida em 2020. | Imagem: Bruno Batista (VPR)

O Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) são alguns dos documentos que os venezuelanos conseguem assim que chegam em solo brasileiro. Também são cadastrados para conseguir emprego.

De acordo com a União, mais de 800 municípios já receberam venezuelanos desde 2018. Paraná (12.678), Santa Catarina (12.195) e Rio Grande do Sul (10.593) foram os principais destinos.

“Nós procuramos conciliar as oportunidades de oferta de emprego do mercado brasileiro à capacitação do venezuelano”, contou o tenente-coronel Magno Lopes, chefe do Centro de Coordenação para Interiorização (CCI).

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