Siga-nos nas redes sociais

Digite o que você procura:

Governo

Com inflação acumulada em 12%, presidente do BC diz que ‘pior momento já passou’

Campos Neto também avalia que o ciclo de alta de juros no Brasil está perto do fim.

Marcelo Camargo | Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira (27) que “o pior momento da inflação no Brasil já passou” e que, graças ao histórico de convívio que o país teve com altos índices inflacionários, a autoridade monetária brasileira conseguiu “sair na frente”, adotando ferramentas capazes de frear a taxa.

As afirmações foram feitas durante o painel Erosão da Ordem Pública Internacional e o Futuro, no Décimo Fórum Jurídico de Lisboa, na capital portuguesa. Durante o discurso, Campos Neto lembrou que o Brasil “é um dos poucos países que no meio desse processo está tendo revisões para cima” do Produto Interno Bruto (PIB).

“Inclusive a nossa última revisão no BC aumentou [a previsão de alta do PIB] de 1,5% para 1,7% [em 2022]. Provavelmente teremos PIB forte no segundo trimestre. Obviamente, em algum momento, tudo que estamos fazendo vai gerar alguma desaceleração no segundo semestre. Mas ainda assim o crescimento é bastante melhor do que se esperava no início do ciclo de ação”, avaliou.

A experiência que o país tem no combate à inflação tem ajudado na definição estratégica para amenizar este problema. “Como nós entendemos que era problema mais de demanda, na minha opinião, até um pouco antes dos demais países, o BC do Brasil saiu na frente porque temos memória de inflação muito maior, e mecanismos de indexação muito mais vivos”, disse.

Campos Neto ressalta que todas as nações estão aumentando juros e que, enquanto alguns países estão no meio do caminho, o Brasil já está muito perto de ter feito o trabalho todo. “Vamos ver ainda outros países subindo bastante os juros”, alertou.

Ainda segundo ele, o Brasil ainda apresenta um “componente de aceleração de inflação”. Apesar disso, garantiu acreditar que o pior momento já passou. “Temos algumas medidas desenhadas pelo governo que ainda precisamos entender os efeitos delas no processo inflacionário, o que ainda não está claro, mas o Brasil fez o processo antecipado e acreditamos que nossa ferramenta é capaz e vai frear o processo inflacionário”, finalizou.

Comentários

FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

Economia

Projeção do BC supera a do governo, que estima crescimento de 1,5%.

Economia

Banco Central atualizou balanço do sistema Valores a Receber.

Economia

A espécie de bitcoin tupiniquim promete gerar uma drástica mudança nas transações financeiras.

Economia

Segundo o boletim Focus, estimativa de crescimento ficou em 4,51%

----- CLEVER ADS -----