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Sem previsão de privatização, TV Brasil alcança quinto lugar em audiência

Emissora estatal aposta em novelas da Record e da Band para aumentar ibope.

Agência Brasil | Arquivo

A TV Brasil foi no mês de junho a 5ª emissora de maior audiência nos 15 mercados que compõem o Painel Nacional de Televisão (PNT). No acumulado de 2022, o canal alcançou cerca de 4 pontos de audiência em média.

Mais de 27 milhões de telespectadores se conectaram à TV Brasil no primeiro semestre deste ano. A novela ‘A Escrava Isaura’, adquirida da Record TV, é um dos destaques que agradaram os espectadores, e atinge médias superiores a um 1,5 ponto de audiência.

Durante a campanha eleitoral de 2018, o então candidato Jair Bolsonaro prometeu privatizar ou extinguir o canal estatal, conhecido como ‘TV Lula’. Apesar disso, após assumir o governo, o discurso passou a ser de dificuldade na realocação dos quase 2 mil funcionários que a companhia possui.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), criada durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é responsável, por exemplo, pela TV Brasil, pela Agência Brasil e pela Rádio Nacional, entre outros veículos.

Leia também: TV Brasil, do governo federal, e China Media Group, canal controlado pelo PCCh, firmam acordo para ‘troca de conteúdos’

Em maio do ano passado, o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Vítor Menezes, garantiu que não há decisão tomada em relação à desestatização. “Estamos realmente elaborando estudos para entender qual o melhor cenário para a companhia”, disse, na ocasião.

No mês seguinte, a secretária especial do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), Martha Seillier, afirmou que o governo pretende ter o edital de privatização analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) até o final de 2022, o que ainda não aconteceu.

A EBC possui orçamento total de R$ 550 milhões. Desse montante, cerca de R$ 380 milhões são gastos somente com folha de pagamento de salários. A maior parte da receita em publicidade tem origem governamental ou estatal, mas também há vendas de conteúdo e parcerias.

Apesar de crescer nos últimos anos, a TV Brasil mostrou até hoje pouquíssima utilidade pública palpável, com um ibope beirando o traço, um jornalismo inexpressivo e, desde a fundação, tem, por preocupação aparente, mais acomodar jornalistas e funcionários apoiadores deste ou daquele governo e menos servir ao público.

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FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

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