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Judiciário

Edson Fachin, do STF, nega habeas corpus à CPI em inquérito sobre documentos sigilosos

No entendimento do ministro, não houve ilegalidade ou abuso de poder por parte da PF.

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Jefferson Rudy | Agência Senado

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o habeas corpus pedido pelos senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid (CPI) contra o inquérito Polícia Federal (PF) sobre a divulgação de documentos sigilosos na comissão.

As informações são do portal Poder360.

De acordo com a matéria, a decisão foi firmada na última sexta-feira (20). Nela, Fachin observou que o inquérito seguiu todas as regras legais para sua abertura.

O pedido foi assinado pelos senadores Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI; Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente; e Renan Calheiros (MDB-AL), relator.

A alegação dos senadores era a de que a investigação abrangeria os parlamentares, que tem foro por prerrogativa de função junto ao STF, e por isso os autos teriam de ser remetidos à Corte, sob pena de nulidade.

No entanto, para o magistrado, a PF seguiu os procedimentos necessários para abertura de inquérito contra senadores, pois contemplou a autorização do Supremo e, além disso, iniciativa do Ministério Público Federal (MPF).

“Do ponto de vista procedimental, os atos atacados respeitaram o limite de iniciativa em sede investigatória, e tenderam à preservação da competência deste Supremo Tribunal Federal. Não há elementos concretos, portanto, que indiquem ilegalidade ou abuso de poder”, alegou Fachin.

Leia aqui a íntegra da decisão.

Ricardo Lewandowski

Na semana passada, o ministro Ricardo Lewandowski, também do STF, determinou que o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, e a Corregedoria do Senado tomassem providências sobre o vazamento de dados sigilosos de Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde.

“Diante do exposto, dou provimento parcial à presente Reclamação para determinar ao Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a Pandemia da Covid-19, Senador Omar Aziz, que adote, no prazo de 5 (cinco) dias, providências que garantam a confidencialidade do material arrecadado mediante quebras de sigilo autorizadas pelo colegiado, comunicando-as a esta Suprema Corte”, sustentou Lewandowski.

Dentre os materiais sigilosos que vieram a público estão e-mails e, além disso, um vídeo em que Mayra ensaia para prestar depoimento à CPI.

Dados vazados

Conforme registrou o Conexão Política, Mayra acionou a Justiça contra o senador Omar Aziz. Em entrevista à rádio Jovem Pan, ela comentou sobre a violação de privacidade que sofreu, quando teve seus dados pessoais vazados por veículos de imprensa.

De acordo com ela, a Suprema Corte determinou que suas informações pessoais fossem preservadas. No entanto, ela justificou que ordem judicial foi desrespeitada por parlamentares e por parte da mídia brasileira.

“Vídeos foram vazados pela Rede Globo, portal G1 e The Intercept“, declarou. “Isso é crime, é preciso que a população entenda a gravidade dessa situação”, lamentou, na sequência.

“Fizemos uma reclamação constitucional no STF pelo descumprimento dessa ordem judicial. Queremos a apuração do delito, uma vez que o senador Omar Aziz é responsável pela guarda dos documentos”, completou ela.

Sobre a ação contra Aziz, a secretária garantiu que pedirá na Justiça indenização por danos morais.

Comentários

FALE COMIGO: raul@conexaopolitica.com.br — diretor de redação do Conexão Política e natural de Recife (PE).

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