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Judiciário

Ministro do STF determina que Ministério Público fiscalize vacinação infantil

Lewandowski também quer ouvir explicações sobre supostas irregularidades na inoculação em crianças.

Nelson Jr. | SCO | STF

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas para que os estados e o Distrito Federal expliquem supostas irregularidades na aplicação da vacina contra a covid-19 em crianças.

O despacho foi exarado depois de a Advocacia-Geral da União (AGU) informar que teria detectado supostas inoculações incorretas no público de 5 a 11 anos. Na manifestação, o governo federal também citou o episódio ocorrido em Lucena (PB) em que crianças teriam sido vacinadas com doses destinadas a adultos.

Logo em seguida, em outra decisão, o ministro oficiou aos Ministérios Públicos estaduais a fim de que haja fiscalização e aplicação de multa aos pais que se recusarem a imunizar seus filhos contra o coronavírus, uma vez que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 14, § 1º, prevê a obrigatoriedade nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.

A ação foi ajuizada pelo partido Rede Sustentabilidade. Na petição inicial, a sigla pleiteia a atuação dos Conselhos Tutelares na fiscalização. Neste caso, ao delibrar sobre o processo, Lewandowski entendeu que as Promotorias também deveriam ser incluídas na tarefa.

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FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br — editor-chefe do Conexão Política e natural de Campo Grande (MS).

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