O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a indenizar o jurista Modesto Carvalhosa por danos morais. O valor é de R$ 50 mil. Cabe recurso.
Gilmar, em entrevista, disse que o acordo da Operação Lava Jato para criar um fundo com dinheiro de indenização imposta à Petrobras beneficiaria o jurista.
— Ontem, se revelou um documento que o ministro Alexandre de Moraes editou sobre essa questão da Petrobras — afirmou o magistrado. — Ali havia um pacto entre o Modesto Carvalhosa e a Lava Jato, para obter dinheiro da Petrobras em favor dos clientes de Carvalhosa — disparou.
Em outro momento, no plenário do STF, Gilmar fez novas declarações. “Iria R$ 1,2 bilhão para os clientes do Doutor Carvalhosa”, disse. “Isso estava no acordo que o ministro Alexandre de Moraes suspendeu. Veja, portanto: cheiro de corrupção, jeito de corrupção, forma de corrupção, matéria de corrupção”, insistiu.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppO Estado, na visão dos advogados de Gilmar, deveria responder pelo processo — mesmo em relação às declarações proferidas fora do plenário do Supremo. Entretanto, os desembarcadores do TJ-SP acolheram a tese da defesa de Carvalhosa. “Do ponto de vista jurídico, a principal questão é a responsabilidade pessoal do magistrado por atos que não sejam estritamente jurisdicionais ou administrativos”, sustentou o advogado Martim Della Valle.
“O professor Carvalhosa indicou desde a petição inicial que qualquer quantia será doada para a Santa Casa de São Paulo. A motivação nunca foi dinheiro, e sim o reconhecimento do grave dano moral causado”, reiterou.
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