
Diante da instabilidade no Irã, a Itália e a Polônia emitiram alertas oficiais recomendando que seus cidadãos deixem imediatamente o país.
Os comunicados foram divulgados nesta quarta-feira (14) por agravamento do eixo geopolítico na região após semanas de protestos internos e sinais de possível intervenção militar por parte dos Estados Unidos.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, cerca de 600 italianos vivem atualmente no Irã, concentrados majoritariamente na região da capital Teerã. O governo reiterou a urgência da saída e alertou para a “incerteza e volatilidade” do contexto local.
Já a Polônia publicou sua recomendação por meio das redes sociais. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores polonês foi direto:
“O Ministério das Relações Exteriores recomenda a saída imediata do Irã e desaconselha todas as viagens para este país.”
As medidas turbinam o alerta internacional diante do fechamento temporário do espaço aéreo iraniano na noite de quarta-feira e do risco de operações militares. Os Estados Unidos avaliam a possibilidade de uma ofensiva contra o regime islâmico, após semanas de repressão violenta aos protestos, assassinatos de civis e ameaças de Teerã a bases militares americanas na região.
Até o momento, Alemanha, Reino Unido e Espanha também externaram preocupação com a segurança de seus cidadãos, com algumas embaixadas reduzindo ou retirando pessoal diplomático temporariamente.