President Donald Trump and First Lady Melania Trump disembark Marine One at the USS Harry S. Truman aircraft carrier at Naval Station Norfolk in Norfolk, Virginia on Sunday, October 5, 2025. (Official White House Photo by Daniel Torok)
President Donald Trump and First Lady Melania Trump disembark Marine One at the USS Harry S. Truman aircraft carrier at Naval Station Norfolk in Norfolk, Virginia on Sunday, October 5, 2025. (Official White House Photo by Daniel Torok)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (21), durante sessão de perguntas e respostas no Fórum Econômico Mundial de Davos, que o Hamas tem até três semanas para comprovar que irá entregar completamente suas armas. Caso contrário, segundo o republicano, os Estados Unidos responderão com ação militar imediata.

“Foi com isso que eles concordaram. Eles têm que fazer isso. E vamos saber (…) nos próximos 2 ou 3 dias— certamente nas próximas 3 semanas —se eles vão fazer isso ou não. Se eles não fizerem, serão eliminados muito rapidamente”, afirmou Trump. O presidente norte-americano ainda comentou a dificuldade do processo, destacando que os membros do Hamas “nasceram com os rifles nas mãos” e que o desarmamento “não é uma coisa fácil para eles”.

A fala de Trump ocorre no momento em que se desenvolve a segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza, mediada pelos Estados Unidos. Entre os pontos centrais da trégua estão o desarmamento do Hamas, a retirada gradual das tropas israelenses de áreas controladas e o aumento do acesso humanitário à região. No entanto, até o momento, o compromisso de desmilitarização não foi cumprido.

O cessar-fogo teve início em 10 de outubro de 2025. Desde então, apesar da redução nas hostilidades, Israel e Hamas continuam trocando acusações de violações ao acordo. A proposta liderada por Washington prevê ainda a criação de um Conselho da Paz internacional, responsável por conduzir o processo de reconstrução do território e promover um governo local de transição.

Em 16 de janeiro, a Casa Branca anunciou parte dos nomes que comporão o comitê executivo fundador do Conselho da Paz. Entre eles estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também recebeu convite formal para integrar o Conselho. Segundo apuração do portal Poder360, não há prazo estabelecido para resposta por parte do Palácio do Planalto. O governo brasileiro avalia internamente os termos da proposta, com foco nos custos financeiros e nas implicações sobre a atuação do Conselho de Segurança da ONU. A questão é tratada como sensível sob o ponto de vista diplomático e político.