
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (21), durante sessão de perguntas e respostas no Fórum Econômico Mundial de Davos, que o Hamas tem até três semanas para comprovar que irá entregar completamente suas armas. Caso contrário, segundo o republicano, os Estados Unidos responderão com ação militar imediata.
“Foi com isso que eles concordaram. Eles têm que fazer isso. E vamos saber (…) nos próximos 2 ou 3 dias— certamente nas próximas 3 semanas —se eles vão fazer isso ou não. Se eles não fizerem, serão eliminados muito rapidamente”, afirmou Trump. O presidente norte-americano ainda comentou a dificuldade do processo, destacando que os membros do Hamas “nasceram com os rifles nas mãos” e que o desarmamento “não é uma coisa fácil para eles”.
A fala de Trump ocorre no momento em que se desenvolve a segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza, mediada pelos Estados Unidos. Entre os pontos centrais da trégua estão o desarmamento do Hamas, a retirada gradual das tropas israelenses de áreas controladas e o aumento do acesso humanitário à região. No entanto, até o momento, o compromisso de desmilitarização não foi cumprido.
O cessar-fogo teve início em 10 de outubro de 2025. Desde então, apesar da redução nas hostilidades, Israel e Hamas continuam trocando acusações de violações ao acordo. A proposta liderada por Washington prevê ainda a criação de um Conselho da Paz internacional, responsável por conduzir o processo de reconstrução do território e promover um governo local de transição.
Em 16 de janeiro, a Casa Branca anunciou parte dos nomes que comporão o comitê executivo fundador do Conselho da Paz. Entre eles estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também recebeu convite formal para integrar o Conselho. Segundo apuração do portal Poder360, não há prazo estabelecido para resposta por parte do Palácio do Planalto. O governo brasileiro avalia internamente os termos da proposta, com foco nos custos financeiros e nas implicações sobre a atuação do Conselho de Segurança da ONU. A questão é tratada como sensível sob o ponto de vista diplomático e político.